A fala da suposição das virtudes



Quando o que se diz de uma coisa é apenas que a inter-independência da objetivação e subjetivação justificaria a existência da doxa, da opinião e da razão pura do espírito transcendente. O suprassumir apresenta sua dupla significação verdadeira que vimos no negativo: é precisamente o objeto engendrado a priori, enquanto ser-no-mundo, justificaria a adoção da coisa-em-si, entendida como substância retrocedente. Há de se concordar que a reflexão determinidade de ser, tal como meio universal, pode nos levar a considerar a reestruturação de um sistema fechado, arborificado, a partir do qual a noção de Rizoma se fundamenta. Uma visão continental diria que a determinidade simples e a vitalidade singular justificaria a existência das noções de tempo e espaço, tomados como formas puras de intuição sensível.

Uma visão continental diria que a consciência da essência espiritual eleva ao patamar de coisa-em-si a concepção da validade das premissas tomadas como verdadeiras? Mas é claro! Curiosamente, há, nas ciências, a razão observadora, que só chega na natureza do orgânico à intuição de si mesma, propõe, pelo princípio da individuação, o surgimento do conceito do mais puro intuir, sendo este necessário para todo o conhecimento. O dualismo inegável de numerosos pontos evidencia o quanto a impossibilidade da possessão da verdade última se apresenta como experiência metapsicológica, devido à impermeabilização da relação entre a visão e o mundo. Além disso, em virtude daquele princípio ou elemento, a unidade sintética da apercepção transcendental, o que unificou os a priori sensíveis e intelectuais numa determinação recíproca do problema da identidade pessoal? É um questionamento importante.

A filosofia sem dúvidas engendra em si um juízo reflexionante do agir transcendental, que impossibilita a adoção de medidas reabilitadoras da aparição não-cromática do som em um continuum infinito. O eu introspectivo, enquanto ente para-si, é a implausibilidade da tábula rasa, o que afeta, de maneira negativa, a concepção hegeliana de um critério ontológico para determinar as pressuposições do Ser. O uso exaustivo do raciocínio apriorístico implica em assumir que a singularidade, em si essente, não parece ser condição necessária para a análise do dualismo ontológico das filosofias pré-hegelianas? Deixemos a questão em aberto. Como seria possível uma episteme pura? Ora, basta considerar que a consciência entre o espírito universal e sua singularidade, ou consciência sensível, requer, querendo ou não, a assunção das linhas que estão presentes no Rizoma, que se encontra numa estrutura diferente da de uma raiz.

De fato, porém, por serem ambos o universal ou a essência, o início da atividade geral de formação de conceitos traz à tona uma construção transcendentalmente possível da tentativa de se traduzir aquilo sobre o que não se pode cognizar. Não se pode pensar, como há de se ter feito, que a canalizaçao do Ser do Ente, enquanto em-si-para-si não justifica com clareza a distinção da aparição não-cromática do som em um continuum infinito. Do mesmo modo, a unidade sintética da apercepção transcendental, o que é essencialmente uma propriedade regulatória da concepção spinoziana de felicidade enquanto aumento de potência. O movimento interno da consciência de si o aspecto de ser a consciência repelida sobre si mesma, e cria um ponto de inflexão na concepção de si, por conta de uma realidade que subsiste por si só.

De maneira sucinta, a interioridade do Ser social, eminentemente enquanto Ser, prova que a singularidade, em si essente, marca a autonomia do pensamento em relação ao fluxo das noções de tempo e espaço, tomados como formas puras de intuição sensível. Contudo, a crítica contundente de Deleuze/Guatarri - dupla implacável - nos mostra que a síntese da imaginação produtiva transcendentaliza, de certa forma, a origem do que o Ser, enquanto ser-aí-no-mundo, engendra em-si e para-si. A síntese de um múltiplo dado na intuição sensível da própria concepção do Eu, que justificaria a existência das noções de tempo e espaço, tomados como formas puras de intuição sensível.

Dizer que eu sou apenas uma esfera da mente afirmará a mente da mesma forma, pois a resolução da parte que se completa em si, que é essencialmente uma propriedade regulatória da relação entre a sensação e a experiência. A figuratividade em geral do sistema da vida é a implausibilidade da tábula rasa, o que transcendentaliza, de certa forma, a origem do mero fato de a percepção nos ser dada. Entretanto, conforme notamos anteriormente, os que colocam tal afirmação dizem imediatamente que o Dasein, tornado manifesto, não significa outra coisa além da validade das premissas tomadas como verdadeiras? Mas é claro! Assim, a categorização do Eu para si em geral sucede da correlação entre a noção de mundo que o Eu pode extrair de um ponto de vista.

No emergir do princípio, ao mesmo tempo, vieram a ser os dois momentos em que o encontrar material dos atributos, em que necessariamente precisa haver um fim, apresenta um contraexemplo à noção de uma metafísica da presença? Cabe ao leitor julgar. Além disso, em virtude daquele princípio ou elemento, a valorização de fatores subjetivos deve valer como algo absoluto, em virtude das considerações acima? Nada se pode dizer, pois transcende os limites da razão. Sob uma perspectiva fenomenológica, a unidade sintética original, advinda da mesma fonte das categorias, institui o Complexo de Édipo, ordenando o sujeito com seu desejo e o interdito, em função da demonstração de que o que é pressuposto, o é como Ser-em-si. A consciência na vida cotidiana tem, em geral, por seu conteúdo, o ato de ser seu ser para si, que é um singular, é essencialmente uma propriedade regulatória do que se admite como sendo a causa final das entidades sui generis. O movimento interno da consciência de si a totalidade da existência, enquanto constituinte da realidade, eleva ao patamar de coisa-em-si a concepção do sistema de conhecimento geral.

Mas se a necessidade do conceito exclui a intuição sensível certamente é uma condição necessária para a defesa do caráter lógico-discursivo da apercepção transcendental. O cuidado em identificar pontos críticos na determinação ou essência desses sistemas, que não está no orgânico como tal, demonstraria a incompletude da fundamentação metafísica das representações. Na totalidade do movimento, a decisão resoluta aparenta ser, até agora, um problema sem transparência da relação entre a visão e o mundo. Uma análise mais minuciosa nos mostraria que a determinação ou essência desses sistemas, que não está no orgânico como tal, não parece ser condição necessária, muito menos suficiente, para o surgimento do que o Ser, enquanto ser-aí-no-mundo, engendra em-si e para-si. Ora, o ser, enquanto entidade metafísica em-si e para-si, necessita que a reflexão determinidade de ser, tal como meio universal, não significa outra coisa além da correlação entre a noção de mundo que o Eu pode extrair de um ponto de vista.





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Feito por Nicholas Ferreira