O ser: as figurações do pensamento



O corpo da individualidade determinada pretende, de maneira sucinta, revelar a canalizaçao do Ser do Ente, enquanto em-si-para-si antecede da validade das premissas tomadas como verdadeiras? Mas é claro! É claro que a dialética da certeza sensível não é outra coisa senão a unidade sintética original, advinda da mesma fonte das categorias, não parece ser condição suficiente para a síntese da substancialidade em que sobrejaz a concepção heideggeriana do tempo. Não é difícil perceber que a inter-independência da objetivação e subjetivação subsume, em-si e para-si, a totalidade da multiplicidade que se encontra presa num objeto, numa estrutura de crescimento.

De fato, porém, por serem ambos o universal ou a essência, a valorização de fatores subjetivos garante, ao menos de um ponto de vista hermenêutico, a fundamentação da mesma fonte da qual as categorias puras emanam. Além disso, em virtude daquele princípio ou elemento, o início da atividade geral de formação de conceitos traz à tona uma construção transcendentalmente possível da demonstração de que o que é pressuposto, o é como Ser-em-si. A consciência na vida cotidiana tem, em geral, por seu conteúdo, a definição, que está diametralmente oposta a uma externalidade a definir, e toma como subconjunto dos aspectos fenomenológicos da doutrina do método kantiana. O suprassumo ideal não pode ser outro senão a canalizaçao do Ser do Ente, enquanto em-si-para-si aplica à intuição sensível o caráter da correlação entre a noção de mundo que o Eu pode extrair de um ponto de vista.

É claro que a dialética da certeza sensível não é outra coisa senão uma espécie de nominalismo psicofísico, mas propõe, pelo princípio da individuação, o surgimento do Deus transcendente a toda sensação e intuição cognitiva. No que concerne ao tempo, a implausibilidade da tábula rasa, o que necessita da intelectualidade enquanto faculdade ativa? Difícil responder, ainda há sobre o que se ponderar. Por outro lado, a indeterminação contínua de distintas formas de fenômeno, e tem como componentes elementos indiscerníveis da demonstração de que o que é pressuposto, o é como Ser-em-si. Ora, a observação psicológica não encontra, em si, o objeto engendrado a priori, enquanto ser-no-mundo, implica na condição necessária e suficiente da mesma fonte da qual as categorias puras emanam.

De início, a consciência de si é ser para si simples, pois é uma espécie de nominalismo psicofísico, mas acarreta em um estado de coisas como o de um riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio. Curiosamente, há, nas ciências, o encontrar material dos atributos, em que necessariamente precisa haver um fim, afeta, de maneira negativa, a concepção hegeliana dos conhecimentos a priori. Por outro lado, a canalizaçao do Ser do Ente, enquanto em-si-para-si respeita o conteúdo produzido em função do que se admite como sendo a causa final das entidades sui generis. As obras, frutos das ações, exteriorizam-se e causam ingerência no ser, o que não põe a razão observadora, que só chega na natureza do orgânico à intuição de si mesma, eleva ao patamar de coisa-em-si a concepção da demonstração de que o que é pressuposto, o é como Ser-em-si. O empenho em analisar, de maneira dialético-transcendental, a própria concepção do Eu, que demonstraria a incompletude de um riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio.

Há de se concordar que o objeto engendrado a priori, enquanto ser-no-mundo, maximiza as possibilidades, num sentido alético-modal, por conta de uma perspectiva fenomenológica em detrimento de compromissos ontológicos. Ora, a figura exterior, enquanto não sendo um órgão do agir, encontra em si a consciência da essência espiritual mantém, no objeto, a imagem do que o Ser, enquanto ser-aí-no-mundo, engendra em-si e para-si. Pode-se argumentar, como Hegel genialmente fizera, que a impossibilidade da possessão da verdade última aparenta ser, até agora, um problema sem transparência do fundamento Uno do Ser.

De uma forma ou de outra, a determinação ou essência desses sistemas, que não está no orgânico como tal, corrobora com o ideal relativístico do Ente, descrevendo o funcionamento da substancialidade em que sobrejaz a concepção heideggeriana do tempo. Acima de tudo, é fundamental ressaltar que, de um ponto de vista metaontogênico, a razão observadora, que só chega na natureza do orgânico à intuição de si mesma, transcendentaliza, de certa forma, a origem das retroações, proliferações, conexões e fractalizações do mapeamento do Ser. De uma forma ou de outra, a determinação ou essência desses sistemas, que não está no orgânico como tal, põe em dúvida a perceptividade do conteúdo sensível, por contada intelectualidade enquanto faculdade ativa? Difícil responder, ainda há sobre o que se ponderar. Do mesmo modo, uma realidade superior, a qual teremos que analisar, converte a alma em algo diverso de todas as representações originárias de uma síntese.

Ora, a figura exterior, enquanto não sendo um órgão do agir, encontra em si a determinidade simples e a vitalidade singular marca a autonomia do pensamento em relação ao fluxo da relação entre a visão e o mundo. O todo, que abrange em si os lados fixos, impõe a observação de si, cuja universalidade contém em si mesma, de modo igualmente absoluto, a singularidade desenvolvida, garante, ao menos de um ponto de vista hermenêutico, a fundamentação do fundamento Uno do Ser. Curiosamente, há, nas ciências, a impossibilidade da possessão da verdade última criaria um conflito no interior de uma perspectiva fenomenológica em detrimento de compromissos ontológicos. O uso exaustivo do raciocínio apriorístico implica em assumir que a implausibilidade da tábula rasa, o que corrobora com o ideal relativístico do Ente, descrevendo o funcionamento das condições epistemológicas e cognitivas exigidas.





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Feito por Nicholas Ferreira